quarta-feira, 12 de novembro de 2014
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Cuidados Simples para Prevenir o Pé Diabético
O que é o Pé Diabético?
Uma das complicações crônicas do diabetes é o popularmente conhecido pé diabético. Ele ocorre mais rapidamente naquelas pessoas que não fazem um controle adequado de seus níveis de glicemia (açúcar) no sangue. Alguns cuidados simples podem prevenir tal condição e criar a possibilidade de se evitar as amputações de membros em 100% dos casos.
Pessoas que têm diabetes durante 10 ou 20 anos começam a apresentar diminuição da circulação arterial e redução da sensibilidade dolorosa e térmica nos membros, a chamada neuropatia diabética. Taxas aumentadas de glicose no sangue por longo período de tempo podem causar esta neuropatia, que é sentida como um formigamento, agulhadas, dor, dormência, queimação ou fraqueza nos membros.
Diferente do que acontece com problemas circulatórios, que dão dores na batata da perna ou nas coxas quando as pessoas se movimentam e melhoram com o repouso, os sintomas da neuropatia são piores à noite, ao deitar.
Muitos diabéticos só se dão conta do que está acontecendo quando seus pés ou pernas já apresentam feridas ou, em um estágio mais avançado, infecções no local da ferida. Mas a prevenção é o meio mais eficaz de evitar estes problemas.
O que fazer para evitar o Pé Diabético?
A observação e a higienização correta auxiliam na prevenção e diagnóstico precoce das lesões. E alguns cuidados simples podem ser tomados para evitar estes problemas.
Examine seus pés diariamente
Para facilitar este exame dos pés, use um espelho ou peça ajuda de uma pessoa querida. Procure bolhas, feridas, ferimentos, calos, frieiras, cortes, rachaduras e alterações de coloração na pele. Faça o exame sempre em um local bem iluminado, preferencialmente usando luz solar.
E em todas as consultas com seu médico, peça-o para examinar seus pés.
No banho
Mantenha seus pés limpos usando sabonete de glicerina e água morna. Nunca use água quente, pois a diminuição da sensibilidade térmica pode fazer com que você se queime. Teste a temperatura da água com o cotovelo e só depois coloque os seus pés nela.
Após o banho, seque bem os pés com uma toalha macia, sem esfregar, principalmente entre os dedos e ao redor das unhas. Nunca use secador de cabelos, aquecedores, cobertores térmicos ou lâmpadas para secar os pés. Eles podem queimá-lo sem que você perceba.
Mantenha a pele hidratada, aplicando creme ou loção hidratante. Não aplique em cortes ou ferimentos ou entre os dedos para evitar umidade. O uso de talco não é necessário, mas se você tem o costume de fazê-lo, use em pouca quantidade.
Qual meia devo usar?
As meias sem costura e sem elástico são as melhores para pessoas diabéticas, pois evitam machucados. Prefira usar meias de lã no inverno e meias de algodão no verão. Evite as meias de nylon que dificultam a transpiração e perdem rapidamente a qualidade.
Quais os cuidados que devo tomar com as minhas unhas?
Lave e seque bem seus pés e unhas antes de cortá-las.
O ideal é cortá-las com intervalo máximo de 4 semanas e lixar uma vez por semana, utilizando um cortador de unhas adequado ou uma tessoura de ponta romba.
O corte deve ser quadrado, deixando ver uma pequena parte branca. Lixe os cantos para mantê-los arredondados. Não descole a unha da base com espátulas, nem corte os cantos arredondados para evitar que sua unha encrave.
Caso você já tenha unha encravada, você precisa procurar um serviço especializado em tratamento dos pés ou um dermatologista para avaliar a necessidade de uma pequena cirurgia no local.
Só utilize os serviços de manicures e pedicures treinados e peça para que não tirem as cutículas e não corte os cantos. Informe sempre que é diabético.
Nunca corte calos ou calosidades, nem use calicidas ou abrasivos como lixas ou raladores. Procure um médico para tratar a causa do aparecimento de calosidades que podem ser devido ao uso de calçados inadequados, a presença de joanetes ou deformidades nos pés.
Caso suas unhas estejam muito grossas, com aspecto “esfarelado”, com alterações na cor ou descolando da base, procure um dermatologista pois você pode estar com micose e necessitar de um tratamento com mediações de uso oral por algumas semanas.
Quais são os cuidados gerais a serem tomados com os meus pés?
Ao se expor ao sol, utilize protetores solares, inclusive nos pés para protegê-los de queimaduras. É comum acontecerem queimaduras nos pés na praia, ao pisar em areia quente. Fique atento a este detalhe.
Evite manter as pernas cruzadas, para facilitar a circulação. Se você trabalha sentado, procure mexer os pés a cada 30 minutos.
Não use bolsas de água quente nos pés.
Evite andar descalço, mesmo dentro de casa.
Calçados. Quais os melhores?
O ideal são sapatos fechados, de couro macio, em numeração e altura adequadas e que sejam confortáveis. Os que têm piso anti-derrapante com solado rígido e seguro são uma boa opção, pois dão maior segurança para caminhar. Existem algumas lojas especializadas que oferecem calçados e palmilhas específicos para diabéticos.
Sempre que calçar um sapato, verifique o seu interior para não ferir os pés em pedras, pregos ou outros pequenos objetos. Examine os sapatos com atenção, procurando deformidades nas palmilhas ou costuras.
Evite usar sapatos sem meia
Guarde seus sapatos em ambiente arejado e lave-os sempre que necessário. Deixe secar bem antes de usá-los.
Para os exercícios físicos, você deve escolher um tênis confortável, com sistema de amortecimento de impactos. Reserve um tênis apenas para a prática de esportes.
Compre seus sapatos de preferência na parte da tarde e em dias de calor, quando seus pés vão estar mais inchados. Nunca use um sapato novo o dia inteiro. Comece usando meia hora no primeiro dia e vá aumentando 30 minutos a cada dia de uso até se adaptar ao novo calçado.
Abandone o uso de calçados que sejam desconfortáveis ou que causem bolhas ou ferimentos nos seus pés. Invista na prevenção de lesões nos pés, para evitar gastos com tratamentos futuros.
Para as mulheres, os saltos quadrados de no máximo 2 a 3 centímetros de altura e, se possível, no formato de mata-borrão. São os melhores. Evite saltos altos e bicos finos, que apertam os pés.
Sapatos de plástico ou de couro sintético aumentam a transpiração nos pés e devem ser evitados.
Chinelos de dedo ou tiras que deixam os pés desprotegidos e deformam com o uso não devem ser usados.
Cuidado com os ferimentos!
Quem tem diabetes há vários anos precisa ter em mente que a perda de sensibilidade nos membros pode levar ao aparecimento de ferimentos sem que a pessoa perceba.
Em caso de ferimentos ou acidentes nos pés ou pernas, faça um tratamento imediato. Não espere para “ver se vai melhorar”. Este tempo perdido pode gerar complicações como infecções e dificuldade de cicatrização das feridas.
Os primeiros cuidados a serem tomados são: lave o local do ferimento com água limpa e sabão neutro, cubra com gaze estéril e enfaixe sem apertar. Em seguida, procure um médico.
Não use produtos com iodo ou corantes, não use band-aid ou fita adesiva diretamente na pele.
Nunca trate os ferimentos sem orientação médica, nem tome ou aplique medicamentos ou qualquer outra sibstância por conta própria ou por orientação de amigos.
A presença de febre, vermelhidão no local da ferida, inchaço ou pus nos pés ou pernas são sintomas preocupantes. Procure imediatamente o seu médico e não interrompa o tratamento de diabetes!
Dois amigos dos seus pés
Não fumar e fazer um bom controle de seus níveis glicêmicos (açúcar no sangue) são as duas principais armas para evitar o pé diabético.
Procure ter uma alimentação balanceada e praticar exercícios físicos com regularidade, sempre com orientação do seu médico e de um nutricionista. Isto posterga o início do uso de medicamentos para tratar o diabetes e em muitos casos evita o uso de insulina para controlar a doença. O exercício também melhora a circulação arterial.
Já está comprovado que o maior número de casos de amputações de pés e pernas ocorre nos diabéticos que fumam. Como ninguém quer aumentar os seus riscos, assuma com você mesmo o compromisso de parar de fumar. Tenha força de vontade e atinja este objetivo. Caso tenha dificuldades, procure ajuda especializada.
Fontes:
American Diabetes Association
Canadian Diabetes Association
quarta-feira, 24 de julho de 2013
Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC): o que é? Quais as causas e os sintomas? Como são o diagnóstico e o tratamento? E a evolução?
Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC): o que é? Quais as causas e os sintomas? Como são o diagnóstico e o tratamento? E a evolução?
O que é doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)?
Como o próprio nome indica, a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é uma doença crônica e progressiva que acomete os pulmões e destrói e/ou danifica os alvéolos. Ela é insidiosa e se desenvolve aos poucos. Durante anos pode apresentar apenas sintomas ligeiros que se tornam mais intensos e limitantes nos seus estágios avançados.
A doença pulmonar obstrutiva crônica faz com que o ar fique retido nos pulmões e reduz a quantidade de capilares nas paredes dos alvéolos. Estas alterações prejudicam as trocas gasosas (oxigênio por gás carbônico e vice versa) que ocorrem nos alvéolos. Nas primeiras fases da doença, a concentração de oxigênio no sangue é reduzida, mas os valores de gás carbônico permanecem inalterados. Em fases mais avançadas, os valores de gás carbônico no sangue se elevam, enquanto a concentração de oxigênio é reduzida ainda mais.
A doença é consideravelmente mais frequente em fumantes e em pessoas que tiveram tuberculose. Ela é parcialmente reversível em alguns casos iniciais.
Quais são as causas da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)?
A doença pulmonar obstrutiva crônica é associada a enfermidades como bronquite crônica, asma crônica, enfisema pulmonar e bronquiectasia e também é causada ou agravada pelo tabagismo, pela exposição passiva ao fumo, à poeira e pela poluição ambiental. Normalmente a doença desenvolve-se após vários anos dessas agressões aos pulmões, levando a danos irreversíveis, em geral.
Os fatores genéticos podem também influenciar no surgimento da doença pulmonar obstrutiva crônica, quando há a presença de enzimas relacionadas à destruição do parênquima pulmonar, como, por exemplo, uma afecção hereditária rara que desenvolve enfisema em crianças ou adolescentes.
Quais são os principais sinais e sintomas da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)?
Os sintomas da doença pulmonar obstrutiva crônica instalam-se aos poucos. De início, a dispneia ocorre apenas quando o paciente realiza esforços maiores, porém, com o passar do tempo, o paciente apresenta dificuldades para respirar quando desempenha tarefas corriqueiras ou mesmo quando está em repouso. O paciente fumante pode exibir, desde o início, uma tosse e pigarrear característicos. Os principais sinais e sintomas da doença pulmonar obstrutiva crônica estabelecida são:
limitação do fluxo aéreo (dificuldade para respirar);
dispneia (falta de ar);
chiado no peito;
hemoptise;
tosse com expectoração (principalmente de manhã, em virtude de uma maior coleção de catarro à noite).
A hiperinsuflação dos pulmões leva a danos das fibras musculares do diafragma, fadiga muscular, insuficiência respiratória e outras consequências. No exame físico de alguns pacientes, pode-se encontrar tórax em tonel e dispneia. Na ausculta, o médico pode observar alterações características dos sons pulmonares.
Como o médico diagnostica a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)?
Além da história clínica e do exame físico, o médico pode valer-se de radiografias, tomografia do tórax, gasometria, ecocardiograma e espirometria (exame que mede a capacidade pulmonar do paciente). Como a doença pulmonar obstrutiva crônica refere-se a enfermidades como bronquite crônica, asma crônica, enfisema pulmonar e bronquiectasia, que podem causar essa condição, um diagnóstico diferencial deve ser feito com as infecções e os tumores respiratórios.
Como o médico trata a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)?
O tratamento da doença pulmonar obstrutiva crônica deve envolver, além do médico, um fisioterapeuta especializado. A medida inicial é a interrupção do tabagismo, se ele existe. Conforme o caso, o médico pode prescrever anti-inflamatórios, broncodilatadores, corticoides e oxigenioterapia (em casos mais graves e avançados).
A oxigenioterapia é o melhor recurso terapêutico para a doença pulmonar obstrutiva crônica avançada. Outros recursos não medicamentosos são: reabilitação pulmonar, dieta que contenha mais gordura, suporte ventilatório mecânico e cateter de oxigênio conectado ao nariz. O fisioterapeuta dispõe de várias técnicas específicas para ajudar os pacientes. O tratamento da doença pulmonar obstrutiva crônica necessita de manobras de higiene respiratória, reabilitação pulmonar, drenagem postural, percussão pulmonar manual, vibração manual etc.
É de especial importância que as pessoas com doença pulmonar obstrutiva crônica sejam vacinadas anualmente contra a gripe e a pneumonia, uma vez que essas condições podem gerar complicações graves.
Como evolui a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)?
Na fase inicial, a doença pulmonar obstrutiva crônica é parcialmente reversível. Um bom prognóstico da doença depende do diagnóstico precoce, de um tratamento adequado e da abstinência do tabaco.
Pacientes que deixam de fumar obtêm uma melhora imediata da função pulmonar; os que continuam fumando sofrem declínio rápido e progressivo das funções pulmonares.
Uma reabilitação pulmonar multidisciplinar comprovadamente aumenta a sobrevida dos pacientes.
ABC.MED.BR, 2013. Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC): o que é? Quais as causas e os sintomas? Como são o diagnóstico e o tratamento? E a evolução?. Disponível em: .
quinta-feira, 21 de março de 2013
PÉ DIABÉTICO
Sinônimos
Gangrena diabética, mal perfurante plantar, arteriopatia diabética nos pés.
Os problemas que aparecem na perna e, particularmente no pé dos diabéticos constituem um constante desafio à ciência e à profissão médica.
As alterações anatomopatológicas do diabete mellitus são numerosas, acometem o corpo como um todo e de várias formas, principalmente no período avançado da moléstia e na região de transição da perna ao tornozelo e no pé propriamente dito.
A neuropatia diabética e suas alterações da sensibilidade dos pés têm sido as maiores responsáveis pelo aparecimento destas lesões de difícil tratamento e de prognóstico reservado.
Normalmente, o diabético só se dá conta da lesão quando esta se encontra em estágio avançado e quase sempre com uma infecção secundária, o que torna o tratamento extremamente difícil, devido à insuficiência circulatória.
Sintomas
Desaparecimento ou diminuição dos reflexos do tendão, das rótulas e do calcanhar são freqüentes.
Diminuição na sensibilidade térmica e dolorosa e áreas de anestesia são justificativa às tão freqüentes lesões.
Na verdade, o grande problema do diabético - devido à sua falta de sensibilidade - é que só se apercebe da seriedade de seu caso, quando sente o mau cheiro exalado pela gangrena diabética.
Diagnóstico
O diagnóstico é feito pela história clínica e pelo exame físico da lesão que geralmente é indolor porém extensa e de odor extremamente desagradável devido à necrose úmida que provoca.
Tratamento
O tratamento do pé diabético, pode ser imprevisível, devido ao potencial evolutivo que ocorrem nas lesões diabéticas, principalmente quando se associam à polineuropatia, à vasculopatia e às infecções.
É necessário o controle rigoroso da glicemia através da dieta e de insulina ou hipoglicemiantes orais, bem como da limpeza diária e tratamento precoce das lesões - o mais imediato possível.
A cirurgia arterial direta e a simpatectomia são possibilidades que podem ser utilizados.
Examinar os pés diariamente, bem como a proteção dos dedos e maléolos é a maneira mais fácil de evitar o aparecimento destas perigosas lesões;
é necessário secar bem os pés, cortar cuidadosa e periodicamente as unhas;
é preciso evitar a colocação de calor local, tipo bolsas de água quente e proximidade com o fogo;
é recomendável fazer um exame diário dos sapatos, evitando pregos ou corpos estranhos soltos no interior deles
Estas são precauções que, na maioria dos casos, evitam o aparecimento das lesões que podem levar a amputações.
domingo, 2 de dezembro de 2012
ONICOMICOSES
Sinônimos e nomes populares
Tinha da unha , Micose
O que é?
É uma infecção da lâmina ungueal (unha) por dermatófito ou por outros fungos como leveduras do gênero Cândidas, leveduras exógenas e outros gêneros de fungos existentes na terra e em madeiras apodrecidas. Pode haver comprometimento de uma única unha ou de várias. Em aidéticos, por exemplo, é frequente o acometimento múltiplo das unhas.
Ocorre em cerca de 20% da população adulta entre 40 e 60 anos. É mais comum em mulheres pela maior exposição, por uso de sapatos abertos e contaminação por manicures e pedicuros. É rara em crianças, provavelmente, pelo crescimento mais rápido da unha, dificultando o desenvolvimento do fungo.
Como se desenvolve ou se adquire?
As fontes de infecção podem ser o solo, animais, pessoas ou alicates e tesouras contaminados. Além disso, a queratina, substância que forma as unhas, é o "alimento" dos fungos. As unhas mais comumente afetadas são as dos pés, pois o ambiente úmido, escuro e aquecido, encontrado nos sapatos, favorece o crescimento destes organismos.
É muito frequente o contato do homem com fungos, e a convivência pode ocorrer durante anos sem provocar doenças. Estas só acontecem quando os fungos encontram condições favoráveis ao seu desenvolvimento, alterando o equilíbrio da pele.
O que se sente?
O acometimento da unha por dermatófito pode ser inicialmente subungueal (sob a unha) distal (na extremidade) e/ou lateral, subungueal proximal (em relação ao corpo, próximo do) e superficial. Todas as formas podem evoluir para o comprometimento total da lâmina ungueal. O início mais frequente é pela borda distal, que se torna opaca com detritos córneos sob a placa ungueal. O aspecto é, no início, similar na porção subungueal lateral ou proximal. Na superficial, ocorrem manchas brancas na lâmina ungueal ligeiramente escamosa.
Tipos de Onicomicoses
Descolamento da borda livre
A unha descola do seu leito, geralmente iniciando pelos cantos e fica oca. Pode haver acúmulo de material sob a unha. É a forma mais frequente.
Espessamento
As unhas aumentam de espessura, ficando endurecidas e grossas. Esta forma pode vir acompanhada de dor e levar ao aspecto de "unha em telha" ou "unha de gavião".
Leuconíquia
Manchas brancas na superfície da unha.
Destruição e deformidades
A unha fica frágil, quebradiça e quebra-se nas porções anteriores, ficando deformada.
Paroníquia (unheiro)
O contorno ungueal fica inflamado, dolorido, inchado e avermelhado e, por consequência, altera a formação da unha, que cresce ondulada e com alterações da superfície.
Como é feito o diagnóstico?
Para a confirmação do diagnóstico deve ser encontrado o dermatófito. Este pode ser identificado no exame direto, sem haver necessidade de cultivo. As culturas são de difícil obtenção e têm interesse para a identificação da espécie. É preferível repetir várias vezes o exame direto antes de recorrer ao cultivo. É aconselhável não instituir um tratamento sistêmico de tinha da unha sem ter o exame micológico positivo.
Tratamento
O tratamento divide-se em local, sistêmico ou combinado. A escolha de uma ou outra forma de tratamento depende do número de unhas comprometidas, do grau de comprometimento, do estado imunológico do paciente e da presença de doenças que contra indiquem uso de medicamentos orais.
A resposta terapêutica é determinada pelo estado biológico do fungo, e do grau de comprometimento da unha. O tratamento é eficaz, embora seja longo, principalmente, nas unhas dos pés, que apresentam uma velocidade de crescimento menor que as unhas das mãos.
O tratamento deve sempre ter acompanhamento médico, para haver a exata determinação do término do tratamento e também devido a terapia sistêmica (que não é local), poder apresentar efeitos colaterais e possíveis intervenções medicamentosas.
O podólogo é um profissional habilitado, capaz de auxiliar no tratamento das micoses ungueais (unha), pois promove a assepsia do local acometido facilitando a ação dos medicamentos.
A extração cirúrgica pode ser dolorosa e, às vezes, inútil. A extração química com ureia possibilita resultado, mas, devido aos novos tópicos, está em desuso.
Como se previne?
A prevenção dá-se através de hábitos higiênicos como evitar a umidade nos pés por período prolongado. O uso de calçados fechados que dificultam a transpiração e o contato dos pés descalços com lugares públicos como banheiros e piscinas são fatores de risco.
É aconselhável o uso de meias de algodão, que absorvem a umidade dos pés melhor do que as de nylon; e a exposição do calçado ao sol, pois a ação dos raios ultravioleta impede desenvolvimento do bolor (fungos) e da umidade.
É prudente também observar a pele e o pêlo dos animais de estimação, pois podem ser agentes transmissores.
terça-feira, 16 de outubro de 2012
Úlceras de Perna
As úlceras de perna são feridas que se formam na pele da perna em decorrência de doenças como varizes, hipertensão arterial, diabetes e infecções. Acometem pessoas das mais diferentes faixas etárias. Algumas evoluem por longo tempo, tornando-se crônicas; outras, mesmo cicatrizando, deixam consequências estéticas e funcionais graves.
Suas causas são:
Várias doenças podem causar as úlceras de perna, a saber: varizes (úlcera varicosa), flebite crônica (úlcera pós-flebítica), hipertensão arterial (úlcera hipertensiva), trombose arterial (úlcera isquêmica), diabetes (úlcera diabética), infecção (úlcera infecciosa), trauma (úlcera traumática) e tumores (úlcera tumoral).
A úlcera varicosa é conseqüência da estase (acúmulo) de sangue venoso na pele que acaba determinando o seu espessamento, a redução da gordura subcutânea, manchas castanhas e finalmente a lesão.
O mesmo mecanismo, ao envolver as veias da pele e as veias mais profundas, é responsável pela úlcera pós-flebítica.
Na hipertensão arterial, diabetes, trombose arterial, existe a obstrução das artérias da pele e/ou das artérias profundas gerando a ferida.
As úlceras infecciosas são ocasionadas por bactérias que lesam a pele.
A úlcera traumática ocorre por corte, contusão ou perfuração e as úlceras tumorais por tumores.
São frequentes
A incidência das doenças responsáveis pela ocorrência de úlceras de perna varia geograficamente.
Nos países desenvolvidos, as lesões mais freqüentes são secundárias a doenças vasculares, principalmente varizes e seqüelas de tromboses venosas profundas.
Em regiões menos desenvolvidas, há maior ocorrência de úlceras infecto-parasitárias. Atualmente, em certos países africanos, a principal causa de úlcera de perna é o sarcoma de Kaposi (tumor de pele) secundário à AIDS.
No Brasil, predominam nas grandes cidades as úlceras de origem vascular, particularmente a úlcera varicosa, e na zona rural há equilíbrio entre esta última com as de caráter infecto-parasitárias.
Sintomas
As manifestações clínicas variam de acordo com a doença que originou a úlcera e da própria ferida .
Úlceras de perna tumorais
Alguns tumores podem se ulcerar (por exemplo, por má irrigação sangüínea do próprio tumor, devido ao seu rápido crescimento) como por exemplo:
• O carcinoma espinocelular ulcerado pode aparecer sobre pele normal ou sobre cicatriz de queimadura ou radioterapia. Geralmente, as bordas são endurecidas e pouco nítidas.
• O carcinoma basocelular ulcerado tem bordas esbranquiçadas, com aspecto de pérola e com pequenos vasos.
• O sarcoma de Kaposi, tumor comum em indivíduos com AIDS, surge como nódulos, em placas avermelhadas ou vinhosas. No Brasil, ao contrário de países africanos, poucos deles se ulceram.
Ulceras de perna varicosas
Ocorrem em pernas inchadas, com veias dilatadas e visíveis, havendo espessamento da pele e mancha de cor castanha onde vai se instalar a úlcera. Os doentes se queixam de sensação de peso e cansaço nos membros e queimação nos trajetos venosos. A úlcera varicosa costuma ser pouco dolorosa, sendo essa queixa exacerbada quando existe infecção local
Úlceras de perna infecciosas ou parasitárias
Associam-se a infecções cutâneas e aparecem no curso dessas doenças. Têm secreção purulenta, são dolorosas e apresentam características inflamatórias de bordas ou fundo determinadas pelo processo de base, isto é, o aspecto costuma ser característico de cada agente infeccioso.
Úlceras de perna isquêmicas (por falta de circulação)
Caracterizam-se por dor intensa, contínua, que se mantém durante a noite, impedindo o sono. Aparecem espontaneamente ou após trauma. No início, surge mancha violácea ou bolha escura com posterior formação de escara que se desprende, aparecendo, então, a úlcera.
As úlceras isquêmicas são complicações observadas em diabéticos, hipertensos ou em pacientes com obstrução (trombose) das artérias da perna. Nessa última circunstância, o doente costuma referir dor muscular ao andar que desaparece com o repouso, precedendo o aparecimento da úlcera.
Como evitar as úlceras de perna?
A profilaxia da lesão cutânea baseia-se no tratamento da doença causal, como operação de varizes, uso de meia elástica, controle da pressão alta, do diabetes, do excesso de peso, realização de exercícios físicos, prevenção de infecções e de traumas nos membros inferiores.
TRATAMENTO
O tratamento das úlceras de perna deve visar a cura do doença causadora e a cicatrização da lesão.
As lesões devem ser tratadas com curativos simples e cuidados rigorosos de higiene Dependendo da causa, empregam-se medicamentos como analgésicos, antibióticos, anti-inflamatórios e vasodilatadores.
Em alguns doentes, apesar de o tratamento adequado, a lesão evolui cronicamente, arrastando-se por longo tempo Para obter a cicatrização mais rápida, tanto nos casos rotineiros como nos casos crônicos, a indústria farmacêutica desenvolveu uma série de curativos fechados, tendo como modelo a antiga bota de Unna (um curativo feito com sucessivas camadas de bandagens, óxido de zinco, gelatina e glicerina, até se tornar rígido). Esses curativos fechados são formados por gases e esponjas absorventes impregnadas de medicamentos ou novos produtos constituídos por aglomerados de alginatos (um tipo de sal) carvão ativado ou hidrocolóides (um tipo de preparo de material). Existem também os curativos bioativos obtidos por engenharia genética ou pele sintética. Nesses casos, a pele é criada em laboratório, isto é, cultivada em tubos de ensaio para ser posteriormente usada.
Tratamento da úlcera varicosa
Na úlcera varicosa, após sua cicatrização, deve-se operar as varizes. Quando o paciente não tem condições clínicas para ser submetido à cirurgia ou apresenta seqüelas das flebites profundas, estará indicado o uso de meias ou faixas elásticas.
Tratamento das úlceras de perna isquêmicas?
Nas úlceras isquêmicas deve-se controlar a pressão arterial e o diabetes, quando presente, além de utilizar drogas analgésicas (para combater a dor) e ativadoras da circulação cutânea. No caso de haver obstrução das artérias maiores, pode ser necessária operação de revascularização do membro por desobstrução da artéria, angioplastia (dilatação) ou com colocação de ponte de safena ou de material plástico conforme o caso.
Tratamento em caso de úlcera de perna infecciosa
As infecções podem ser causa ou complicação das úlceras de perna. Devem ser tratadas com antibióticos por via oral ou sob forma de injeções, escolhidos, sempre que possível, com base em cultura da secreção da lesão e antibiograma. A utilização de antibióticos locais deve ser evitada, pois podem favorecer o desenvolvimento de bactérias resistentes.
As sequelas das úlceras de perna são:
Cicatrizes desfigurantes,
Alterações da capacidade funcional do membro,
Surgimento de câncer na úlcera.
terça-feira, 9 de outubro de 2012
UTILIDADE PUBLICA
COQUELUCHE
Coqueluche, também conhecida por pertussis ou tosse comprida, é uma moléstia infectocontagiosa aguda do trato respiratório transmitida pela bactéria Bordetella pertussis. Os casos da doença têm aumentado em diversos países, nos últimos anos.
O contágio se dá pelo contato direto com a pessoa infectada ou por gotículas eliminadas pelo doente ao tossir, espirrar ou falar. A infecção pode ocorrer em qualquer época do ano e em qualquer fase da vida, mas acomete especialmente as crianças menores de dois anos.
Coqueluche é uma doença recorrente, de notificação compulsória ao Ministério da Saúde.
Principalmente nas crianças e nos idosos, ela pode evoluir para quadros graves com complicações pulmonares, neurológicas, hemorrágicas e desidratação.
De acordo com dados fornecidos pela OMS, em 2010, houve aumento significativo dos casos de coqueluche em adolescentes e adultos no Brasil. Na América Latina, eles praticamente triplicaram em cinco anos.
Casos de coqueluche costumam ser mais raros na vida adulta. No entanto, tosse seca e contínua por mais de duas semanas em jovens e adultos pode ser sinal de que foram novamente infectados pela bactéria da tosse comprida, apesar de terem recebido a vacina na infância ou de terem ficado doentes.
Sintomas
O período de incubação varia entre 7 e 17 dias. Os sintomas duram cerca de 6 semanas e podem ser divididos em três estágios consecutivos;
a) estágio catarral (uma ou duas semanas): febre baixa, coriza, espirros, lacrimejamento, falta de apetite, mal-estar, tosse noturna, sintomas que, nessa fase, podem ser confundidos com os da gripe e resfriados comuns;
b) estágio paroxístico (duas semanas): acessos de tosse paroxística, ou espasmódica. De início repentino, esses episódios são breves, mas ocorrem um atrás do outro, sucessivamente, sem que o doente tenha condições de respirar entre eles e são seguidos por uma inspiração profunda que provoca um som agudo parecido com um guincho. Os períodos de falta de ar e o esforço para tossir deixam a face azulada (cianose) e podem provocar vômitos;
c) estágio de convalescença: em geral, a partir da quarta semana, os sintomas vão regredindo até desaparecerem completamente.
Diagnóstico
O diagnóstico é basicamente clínico. Em grande parte dos casos, exames laboratoriais podem ajudar a determinar a presença da bactéria Bordetella pertussis em amostras retiradas da nasofaringe.
Vacina
Apesar de a vacina contra coqueluche não oferecer proteção permanente, é indispensável vacinar as crianças.
A vacina tríplice clássica (DPT) contra difteria, coqueluche (pertussis) e tétano faz parte do Calendário Oficial de Vacinação do Ministério da Saúde e deve ser ministrada aos dois, quatro e seis meses de idade, com doses de reforço aos 15 meses e aos 5 anos. Embora a imunização dure cerca de dez anos, essa vacina não deve ser aplicada depois dos seis anos de idade.
Felizmente, adultos e crianças já vacinados dificilmente voltam a contrair a doença, a não ser que sejam expostos ao contato íntimo com um portador de coqueluche ou nos surtos da doença.
Nesses casos, a vacina contra difteria, coqueluche e tétano acelular (DPTa) oferece proteção por aproximadamente dez anos e pode ser utilizada como forma de prevenir essas doenças.
Tratamento
Paciente com coqueluche deve permanecer em isolamento respiratório enquanto durar o período de transmissão da doença.
Na maioria dos casos, o tratamento pode ser ambulatorial e realizado em casa, mas com acompanhamento médico. A hospitalização só se torna necessária, quando ocorrem complicações e é preciso oferecer suporte de oxigênio e alimentação parenteral.
Indicar eritromicina na fase catarral pode ser útil para encurtar a duração da doença e acalmar as crises de tosse. Analgésicos e anti-inflamatórios ajudam a aliviar os sintomas no estágio catarral.
Xaropes expectorantes e inibidores da tosse não trazem benefícios terapêuticos. Da mesma forma, as pesquisas deixam dúvidas sobre a eficácia da imunoglobulina antipertussis e da imunoglobulina humana no tratamento da coqueluche.
Recomendações
Uma vez diagnosticada a doença, alguns cuidados simples são importantes no atendimento ao doente:
* Mantenha o doente afastado de outras pessoas e em ambientes arejados, enquanto durar a fase de transmissão da doença;
* Ofereça-lhe líquidos com frequência para evitar a desidratação e refeições leves, em pequenas porções, mas várias vezes ao dia;
* Separe talheres, pratos e copos para uso exclusivo da pessoa com coqueluche;
* Não se iluda com as receitas caseiras para tratamento da tosse típica da coqueluche;
* Lave cuidadosamente as mãos antes e depois de entrar em contato com o paciente;
* Procure assistência médica se as crises de tosse se manifestarem por mais de 15 dias. elas podem ser sintoma de outras doenças e não da coqueluche.
Observação importante:
Segundo orientação do Ministério da Saúde, todos os comunicantes íntimos (familiares, amigos, colegas de escola ou de trabalho) deverão receber uma dose da vacina DPTa.
DO ARTIGO DRAUZIO VARELA
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
A CHEGADA DA PRIMAVERA MEXEU COM OS SENTIDOS DA SOUL PÉS.
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A reflexologia podal baseia-se no princípio de que existem áreas nos pés que correspondem a cada órgão, glândula e estrutura no corpo.
BENEFÍCIOS DA REFLEXOLOGIA
A reflexologia podal é uma prática que consiste na aplicação de pressões em pontos reflexos específicos localizados nos pés e que correspondem às diferentes zonas do corpo. O objetivo é tratar a pessoa inteiramente e induzi-la a um estado de equilíbrio e harmonia. Baseia-se no princípio de que existem áreas ou pontos reflexos nos pés que correspondem a cada órgão, glândula e estrutura no corpo.
Ao trabalhar esses reflexos, o corpo é beneficiado de diversas maneiras. Entre os benefícios estão: relaxamento físico e psíquico; melhor circulação sanguínea; fortalecimento do sistema imunológico; limpeza das toxinas do corpo - sistema linfático, excretório e tegumentário (pele); revitalização e equilíbrio da energia e do organismo; bem-estar físico e mental; alívio de dores na coluna e no nervo ciático; diminuição de edemas, síndrome pré-menstrual, depressão, ansiedade, dores de cabeça, problemas digestivos, entre outros.
A reflexologia desobstrui a energia estagnada, desimpedindo o fluxo de energia do corpo e energizando os aspectos físico, mental e emocional. Mediante o tratamento dos reflexos, os bloqueios são desfeitos e a harmonia é restaurada em todos os sistemas, o que resulta em saúde e bem-estar aos indivíduos sob tratamento.
A prática é contraindicada em casos de feridas ou coágulos, trombose, flebites (inflamação das veias), doenças infecciosas, tumores malignos, leucemia ou outras formas de câncer, problemas cardiovasculares ou outro tipo de problema vascular nas pernas. Nesses casos é necessário consultar um médico.
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
HERPES ZÓSTER
O herpes-zóster, conhecida popularmente como cobreiro, é uma infecção viral provocada pelo mesmo vírus da catapora (varicela-zóster), que pode permanecer latente ou inativo na coluna espinhal e ser reativado depois dos 50 anos de idade, se houver queda expressiva da imunidade, durante tratamentos de quimioterapia, doenças debilitantes ou nos períodos de estresse intenso. Na maioria dos casos, a doença se manifesta uma única vez e desaparece depois de algumas semanas.
Sintomas
Os principais sintomas são: dores nevrálgicas, coceira, formigamento, dor de cabeça, febre e o surgimento de vesículas na pele semelhantes às da infecção pelo herpes humano simples. Em geral, os sintomas aparecem de um lado só do corpo e abrangem uma faixa bem demarcada nas costas ou no rosto seguindo o feixe de enervação. Quando acometem o rosto, atingem o nervo trigêmeo e, nos casos mais graves, podem provocar cegueira e surdez.
A dor pode persistir mesmo depois que as lesões cutâneas desapareceram, caracterizando a neurite pós-herpética.
Tratamento
Analgésicos e medicamentos antivirais mostraram-se eficazes no combate à dor e no controle da doença. Quanto mais precocemente for iniciado o tratamento, melhor será o prognóstico.
Recomendações
* Evite aproximar-se de crianças ou adultos que não tenham tido catapora, pois o risco de contrair essa doença aumenta quando entram em contato com o vírus do herpes-zóster;
* Consulte imediatamente um médico se notar alguns dos sintomas que possam caracterizar herpes-zóster. Quanto mais cedo começar o tratamento, melhores serão os resultados;
* Se tem mais de 50 anos, está debilitado por algum motivo ou com uma carga muito grande de estresse, não se automedique se reconhecer os sintomas da doença. Procure atendimento médico imediato.
sexta-feira, 15 de junho de 2012
PÉS E UNHAS AFETADAS POR PSORÍASE
SOUL PÉS- ESPAÇO DE PODOLOGIA: PÉS E UNHAS AFETADAS POR PSORÍASE: Psoríase ungueal Em até 90% dos casos a psoríase pode envolver as unhas, correspondendo a um grande estigma da doença, pois inter...
SOUL PÉS- ESPAÇO DE PODOLOGIA: REFLEXOLOGIA E SEUS BENEFÍCIOS
SOUL PÉS- ESPAÇO DE PODOLOGIA: REFLEXOLOGIA E SEUS BENEFÍCIOS: Segundo a terapeuta Ana Rosa Freneda, a reflexologia trata-se da arte de curar através do toque nos pés, seguindo o princí...
REFLEXOLOGIA E SEUS BENEFÍCIOS
Segundo a terapeuta Ana Rosa Freneda, a reflexologia trata-se da arte de curar através do toque nos pés, seguindo o princípio de que todos os órgãos do corpo, inclusive o cérebro, estão conectados através de canais de energia ativadas em pontos em nossos pés. Portanto, quando nossos pés estão cansados, assim está nossa mente e corpo.
Ana explica que são supostamente 70 mil terminações nervosas e meridianos em nossos pés. Aplicando pressão ou calor nestes terminais nervosos ocorre um estímulo reflexo de um órgão do corpo no Sistema Nervoso Central (SNC), que imediatamente inicia uma gama de atividades internas verificando o estado e o funcionamento do órgão que está sendo estimulado.
O SNC passa a dar uma atenção extra a este órgão ou sistema, ativando ou diminuindo a atividade atual do mesmo. No sistema digestivo, por exemplo, a Reflexologia é eficaz no combate a várias doenças, como úlcera, gastrite, azia, prisão de ventre, má digestão, hepatite, icterícia, gordura no fígado, pedra na vesícula, enxaqueca, tontura, insônia, sinusite, artrite, gota, hérnia-de-hiato, doença de Crohn, diarréias e hemorróidas.
Também é eficaz para o tratamento de infecções, como asma brôquica, bronquite, enfisema, rinite alérgica, sinusite, faringite, rouquidão, resfriados, tosse e pneumonia. Além disso, ainda apresenta excelentes resultados nos tratamentos da dor ciática, dores lombares, hérnia de disco, dor de cabeça, torcicolo, dores nas costas, LER - Lesão por Esforço Repetitivo ou DORT - Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho, artrite, artrose, osteoporose, espasmo muscular, bursite, tendinite, fibromialgia, inflamação no tecido fibroso, câimbras e reumatismo.
O intervalo entre cada sessão de tratamento deve ser de sete dias. São recomendadas pelo menos dez sessões. “É muito importante o contato do terapeuta com o paciente. É nessa conversa inicial que serão detectados os problemas e definidos os pontos de aplicação”, completa.
Fonte - MBPress
PÉS E UNHAS AFETADAS POR PSORÍASE
Psoríase ungueal
Em até 90% dos casos a psoríase pode envolver as unhas, correspondendo a um grande estigma da doença, pois interfere nas relações sociais e atividades de trabalho. As alterações ungueais observadas nos pacientes com psoríase dependem do local da unha envolvido e podem ser caracterizadas por depressões cupuliformes e puntiformes (pitting), descoloração, hipequeratose subungueal, estrias longitudinais e onicólise.
Psoríase palmoplantar
Cerca de 12% dos pacientes podem desenvolver a psoríase somente nas mãos e pés. As placas geralmente são bem delimitadas e podem ser tanto finas como espessas, provocando fissuras e dor, atingindo apenas pequenas áreas de maior atrito ou sua totalidade.
Tipos de psoríase
Baseado no local da lesão e em suas características clínicas, a psoríase é dividida em diferentes tipos, nomeadamente:
- Psoríase vulgar ou em placas
Psoríase vulgar ou em placas é o tipo mais comum da doença e manifesta-se por placas redondas ou ovais, de tamanhos variados, bem delimitados, avermelhadas, com escamas secas e aderentes prateadas ou acinzentadas. Um anel esbranquiçado, conhecido como anel de Woronoff, pode ser observado cercando a placa psoriática. As áreas mais afetadas são cotovelos, joelhos, couro cabeludo, região lombo-sacra e umbigo.
- Psoríase gutata
É caracterizada por pequenos pontos avermelhados em formato de pequenas gotas. Ocorrem principalmente no tronco, braços e pernas. Costuma ser desencadeada após uma infecção estreptocócica ou viral do trato respiratório superior, amidalite, gripe, varíola, imunizações, trauma físico, estresse emocional ou administração de fármacos antimaláricos. Ocorre principalmente em crianças, adolescentes e adultos jovens e tem bom prognóstico. As erupções persistem por volta de dois meses e, em geral, clareiam após esse período, mas caso não ocorra esse clareamento, pequenas pápulas podem aumentar e transformarem-se em lesões persistentes.
- Psoríase palmoplantar
Cerca de 12% dos pacientes podem desenvolver a psoríase somente nas mãos e pés. As placas geralmente são bem delimitadas e podem ser tanto finas como espessas, provocando fissuras e dor, atingindo apenas pequenas áreas de maior atrito ou sua totalidade.
- Psoríase inversa
A Psoríase inversa apresenta um padrão inverso aos outros tipos de lesões. Localiza-se nas zonas das dobras cutâneas, nomeadamente axilas, virilha, embaixo das mamas, dobra do cotovelo, dobra do joelho.
Caracterizam-se por lesões mais úmidas, planas e inflamadas sem escamação e particularmente sujeitas à irritação devido ao atrito e ao suor. Essas lesões são eritematosas, com placas brilhantes sem escama que podem confundir com intertrigo e infecções por cândida e dermatófitos.
- Psoríase eritrodérmica
Normalmente a psoríase eritrodérmica caracteriza-se por lesões generalizadas, abrangendo extensas áreas do corpo ou sua totalidade aparece sobre a pele como uma vermelhidão e escamação fina, freqüentemente acompanhada por prurido intenso e dor, podendo ocorrer inchaço. O aspecto da lesão pode ser confundido com o de um indivíduo acometido de queimaduras, em função do comprometimento da pele.
- Psoríase pustular
A Psoríase pustular se caracteriza por pústulas estéreis sobre a pele. Não é uma doença infecciosa, portanto não é contagiosa, pois, o pus consiste de glóbulos brancos acumulados. Pode se localizar em certas áreas do corpo tais como mãos, pés ou pode se generalizar. Tende a manifestar-se em 3 fases cíclicas, eritema (vermelhidão), formação de pústulas e descamação da pele.
- Psoríase ungueal
Em até 90% dos casos a psoríase pode envolver as unhas, correspondendo a um grande estigma da doença, pois interfere nas relações sociais e atividades de trabalho. As alterações ungueais observadas nos pacientes com psoríase dependem do local da unha envolvido e podem ser caracterizadas por depressões cupuliformes e puntiformes (pitting), descoloração, hipequeratose subungueal, estrias longitudinais e onicólise.
- Psoríase artropática
A psoríase artropática é uma doença inflamatória das articulações do corpo que pode causar deformidades – muitas vezes permanente – exigindo diagnóstico preciso e tratamento precoce. Seu desencadeamento se dá por meio de um fator ambiental, como uma infecção ou pelo fenômeno de Koebner. Quase sempre está associada a psoríase de pele ou unha, embora possa aparecer sem nenhum sinal externo, o que dificulta o diagnóstico.
Quando está presente a psoríase artropática nos dedos das mãos, as chances para se encontrar psoríase nas unha é maior que 86%.
quinta-feira, 14 de junho de 2012
SOUL PÉS- ESPAÇO DE PODOLOGIA: O sedentarismo já é considerado a doença do próxim...
SOUL PÉS- ESPAÇO DE PODOLOGIA: O sedentarismo já é considerado a doença do próxim...: O sedentarismo já é considerado a doença do próximo milênio. Na verdade trata-se de um comportamento induzido por hábitos decorrentes dos co...
O sedentarismo já é considerado a doença do próximo milênio. Na verdade trata-se de um comportamento induzido por hábitos decorrentes dos confortos da vida moderna. Com a evolução da tecnologia e a tendência cada vez maior de substituição das atividades ocupacionais que demandam gasto energético por facilidades automatizadas, o ser humano adota cada vez mais a lei do menor esforço reduzindo assim o consumo energético de seu corpo.
O que é o sedentarismo?
O sedentarismo é definido como a falta ou a grande diminuição da atividade física. Na realidade, o conceito não é associado necessariamente à falta de uma atividade esportiva. Do ponto de vista da Medicina Moderna, o sedentário é o indivíduo que gasta poucas calorias por semana com atividades ocupacionais. Segundo um trabalho realizado com ex-alunos da Universidade de Harvard, o gasto calórico semanal define se o indivíduo é sedentário ou ativo. Para deixar de fazer parte do grupo dos sedentários o indivíduo precisa gastar no mínimo 2.200 calorias por semana em atividades físicas.
Quais são as conseqüências do sedentarismo?
A vida sedentária provoca literalmente o desuso dos sistemas funcionais. O aparelho locomotor e os demais órgãos e sistemas solicitados durante as diferentes formas de atividade física entram em um processo de regressão funcional, caracterizando, no caso dos músculos esqueléticos, um fenômeno associado à atrofia das fibras musculares, à perda da flexibilidade articular, além do comprometimento funcional de vários órgãos.
Quais as doenças associadas à vida sedentária?
O sedentarismo é a principal causa do aumento da incidência de várias doenças. Hipertensão arterial, diabetes, obesidade, ansiedade, aumento do colesterol, infarto do miocárdio são alguns dos exemplos das doenças às quais o indivíduo sedentário se expõe. O sedentarismo é considerado o principal fator de risco para a morte súbita, estando na maioria das vezes associado direta ou indiretamente às causas ou ao agravamento da grande maioria das doenças.
Como deixar de ser sedentário?
Para atingir o mínimo de atividade física semanal, existem várias propostas que podem ser adotadas de acordo com as possibilidades ou conveniências de cada um:
Praticar atividades esportivas como andar, correr, pedalar, nadar, fazer ginástica, exercícios com pesos ou jogar bola é uma proposta válida para evitar o sedentarismo e importante para melhorar a qualidade de vida. Recomenda-se a realização de exercícios físicos de intensidade moderada durante 40 a 60 minutos de 3 a 5 vezes por semana;
Exercer as atividades físicas necessárias à vida cotidiana de maneira consciente.
Quais são as alternativas às atividades físicas esportivas?
A vida nos grandes centros urbanos com a sua automatização progressiva, além de induzir o indivíduo a gastar menos energia, geralmente impõe grandes dificuldades para ele encontrar tempo e locais disponíveis para a prática das atividades físicas espontâneas. A própria falta de segurança urbana acaba sendo um obstáculo para quem pretende fazer atividades físicas. Diante dessas limitações, tornar-se ativo pode ser uma tarefa mais difícil, porém não de todo impossível.
As alternativas disponíveis muitas vezes estão ao alcance do cidadão porém passam desapercebidas.
Aumentar o gasto calórico semanal pode se tornar possível, simplesmente reagindo aos confortos da vida moderna. Subir 2 ou 3 andares de escada ao chegar em casa ou no trabalho, dispensar o interfone e o controle remoto, estacionar o automóvel intencionalmente num local mais distante, dispensar a escada rolante no shopping-center, são algumas alternativas que podem compor uma mudança de hábitos.
Segundo trabalhos científicos recentes, praticar atividades físicas por um período mínimo de 30 minutos diariamente, contínuos ou acumulados, é a dose suficiente para prevenir doenças e melhorar a qualidade de vida.
Quais são as contra-indicações para fazer exercícios?
A liberação plena para a prática de atividades físicas, particularmente as atividades competitivas e de maior intensidade, deve partir do médico. Nesses casos, um exame médico e eventualmente um teste ergométrico podem e devem ser recomendados. Indivíduos portadores de hipertensão, diabetes, coronariopatias, doenças vasculares etc. devem ser adequadamente avaliados pelo clínico não somente quanto à liberação para a prática de exercícios, como também quanto à indicação do exercício adequado como parte do tratamento da doença. Quando se trata de praticar exercícios moderados como a caminhada, raramente existirá uma contra-indicação médica, com exceção de casos de limitação funcional grave.
Quais são as recomendações básicas para fazer exercícios com segurança?
A principal recomendação é seguir o bom senso e praticar exercícios como um hábito de vida e não como quem toma um remédio amargo. A principal orientação é fazer exercícios com prazer, sentindo bem-estar antes, durante e principalmente depois da atividade física. Qualquer desconforto sentido durante ou depois de exercícios deve ser adequadamente avaliado por um profissional da especialidade. O exercício não precisa e não deve ser exaustivo se o propósito for a saúde.
Praticando exercícios com maior segurança e efetividade:
Usar roupas adequadas: A função da roupa durante o exercício é proporcionar proteção e conforto térmico. Agasalhos que provocam aumento excessivo da sudorese devem ser evitados porque provocam desconforto e desidratação, não exercendo nenhum efeito positivo sobre a perda de peso.
Hidratar-se adequadamente: Deve-se ingerir líquidos antes, durante e depois de exercícios. A perda excessiva de líquidos e a desidratação constituem a principal causa de mal-estar durante o exercício.
Sentir bem-estar: Escolha a modalidade e sobretudo a intensidade de exercício que traga prazer e boa tolerância. Ao fazer exercícios prolongados ajuste a intensidade que permita sua comunicação verbal sem que a respiração ofegante prejudique sua fala. Esta é uma forma prática de ajustar uma intensidade adequada.
Consulte seu médico: Qualquer dúvida ou desconforto procure orientaçãoprofissional. Realizar uma avaliação física para elaboração de um programa de treinamento será uma atitude de grande utilidade prática. Não se deixe levar por propagandas muitas vezes enganosas prometendo resultados milagrosos com outros recursos recomendados para substituir os benefícios do exercício ativo.
A atividade física regular e realizada com prazer é um recurso insubstituível na promoção de saúde e qualidade de vida.
Bibliografia:
Guidelines for Exercise Testing and Prescription. 3ª ed. Lea & Febiger, USA, 1986.
McArdle, W.D.; Katch, F.I.; Katch, V. Fisiologia do Exercício, Energia , Nutrição e Desempenho Humano. - 3ª edição. Guanabara Koogan, 1998.
Nabil Ghorayeb & Turibio Barros - O exercício - Preparação Fisiológica, Avaliação Médica - Aspéctos Especiais e Preventinos. -1ª edição. Editora Atheneu, São Paulo, Brasil, 1999.
Turibio Leite de Barros Neto - Exercício, Saúde e Desempenho Físico. - 1ª edição. Editora Atheneu, São Paulo, Brasil, 1997.
sexta-feira, 25 de maio de 2012
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